Black Friday expõe gargalos na última milha
12/11/2025
Durante a Black Friday, o aumento no volume de pedidos transforma a última milha – o trecho entre o centro de distribuição e o endereço final – no ponto mais crítico da operação logística. É nela que se concentram a maior parte dos custos, da complexidade de roteamento às falhas de comunicação com o cliente. Estimativas do setor apontam que a última milha pode representar até 53% do custo total de entrega, um dado que explica por que ela recebe tanta atenção em períodos de pico.
Em novembro, o cenário se agrava: rotas congestionadas, excesso de pedidos e sobrecarga de motoristas geram atrasos e devoluções, impactando diretamente a experiência do consumidor. Para atender à demanda, muitas empresas ampliam suas frotas temporariamente, contratando motoristas sazonais ou firmando parcerias emergenciais com transportadoras menores. Essas soluções ajudam no curto prazo, mas elevam os custos por entrega e aumentam o risco de falhas operacionais.
Sem planejamento, o resultado costuma ser um efeito dominó: o atraso de um veículo afeta toda a rota, e a falta de visibilidade sobre o status das entregas impede ajustes rápidos. É por isso que a última milha deixou de ser apenas uma questão de logística. Ela se tornou um fator estratégico que define a imagem da marca perante o cliente.
Tecnologia e dados como aliados da eficiência

O controle da frota e o uso de tecnologia são fundamentais para enfrentar esse tipo de pressão. Ferramentas de telemetria e roteirização inteligente permitem planejar trajetos com base em tempo real, evitando congestionamentos e reduzindo quilômetros ociosos. Sistemas de rastreamento também ajudam a acompanhar o progresso de cada entrega, o que diminui o volume de chamadas de suporte e melhora a comunicação entre operação e consumidor.
As empresas que utilizam plataformas integradas de gestão conseguem prever gargalos e agir antes que eles afetem o desempenho geral. Soluções como a frotacontrol centralizam informações de deslocamento, manutenção e consumo de combustível, facilitando decisões rápidas durante períodos de alto volume. Com indicadores confiáveis, os gestores podem priorizar veículos em melhores condições, ajustar rotas mais rentáveis e identificar pontos de ineficiência com base em dados concretos.
Além disso, o uso de painéis de desempenho (dashboards) torna possível visualizar o desempenho diário da frota e o cumprimento de metas. Em operações sazonais, isso permite identificar se o aumento de entregas está acompanhado de custos proporcionais, uma análise essencial para evitar que o lucro da Black Friday se perca em despesas logísticas.
Planejamento, comunicação e aprendizado

A última milha também depende de uma boa comunicação entre as áreas internas. Por isso, marketing, comercial e logística precisam trabalhar em conjunto para alinhar promessas de prazo e capacidade de entrega. Quando a campanha oferece entrega rápida ou frete grátis, a operação precisa estar dimensionada para cumprir essa promessa sem comprometer margens.
O uso de relatórios integrados ajuda a medir a eficiência por rota e a calcular o custo médio por entrega, informações que servem de base para ajustar a operação em tempo real e preparar o negócio para futuras campanhas. Com esses dados, a empresa transforma cada Black Friday em um laboratório de aprendizado logístico, aprimorando continuamente o desempenho.
A eficiência na última milha é o que separa as empresas que apenas entregam daquelas que entregam com qualidade e previsibilidade. Mais do que velocidade, o consumidor busca confiança, e ela começa com uma gestão de frota bem planejada.